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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Deus Negro do Frevo

A minha simples homenagem a este ícone do frevo que nos deixou ontem (14/09/2016) e que vai fazer muita falta no cenário musical pernambucano. Em pleno dia do frevo ele partiu. VIVA O MAESTRO NUNES! 

>Gilson Silva


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Foto Gilson Silva

Fui informado do falecimento do GRANDE MAESTRO NUNES, o Deus Negro do Frevo, hoje (14/2016), o maior incentivador do Bloco Rosas da Boa Vista, aquele camarada que sempre estava disposto a ajudar o bloco, inclusive abriu as portas da sua Escolinha de Música para gente se reunir, lá no início da fundação do bloco. Um amigo, um camarada que também (como eu) passou pela "escola" do PCB, nos anos de "chumbo", foi entregador do jornal do partido (na sua juventude), levou muito sacolejo da vida cultural e política, inclusive levou uma carreira história dos capangas da ditadura quando mataram uma das primeiras vítimas da ditadura militar, o camarada Ivan Rocha Aguiar (com apenas 21 anos) em 1º de abril de 1964, ele (Nunes), correu bastante nesse triste dia. Maestro Nunes foi um cara que viveu pra música, especialmente o frevo, ia "religiosamente" a sua escolinha se "abraçar" as suas partituras que tinha uma paixão enorme, a companheira Graça achava lindo ele sentado numa cadeira meia quebrada vendo e solfejando seus frevos. Foi ele que fez a partitura (a mão) do nosso bloco e nos deu a honra de tê-la gravada no seu primeiro CD, CD este que nos deu muito trabalho pra ser gravado, fiz o primeiro projeto e com ele demos muitas andadas na prefeitura e que felizmente conseguimos gravar e tivemos alguns frevos gravados nele e o maestro dedicou o CD ao nosso bloco, isto nos honrou muito. Aos 85 anos ele nos deixou, mas a vida segue... MAESTRO NUNES, PRESENTE!

Gilson Silva
Produtor Cultural
Compositor e poeta

MORRE O DEUS NEGRO DO FREVO (Maestro Nunes)

Agora a tarde (14/09/2016)

Fui informado do falecimento do GRANDE MAESTRO NUNES, o Deus Negro do Frevo com eu disse em música, o maior incentivador do Bloco Rosas da Boa Vista, aquele camarada que sempre estava disposto a ajudar o bloco, inclusive abriu as portas da sua Escolinha de Música para gente se reunir, lá no início da fundação do bloco. Um amigo, um camarada que também (como eu) passou pela "escola" do PCB, nos anos de "chumbo", foi entregador do jornal do partido (na sua juventude), levou muito sacolejo da vida cultural e política, inclusive levou uma carreira história dos capangas da ditadura quando mataram uma das primeiras vítimas da ditadura militar, o camarada Ivan Rocha Aguiar (com apenas 21 anos) em 1º de abril de 1964, ele (Nunes), correu bastante nesse triste dia. Maestro Nunes foi um cara que viveu pra música, especialmente o frevo, ia "religiosamente" a sua escolinha se "abraçar" as suas partituras que tinha uma paixão enorme, a companheira Graça achava lindo ele sentado numa cadeira meia quebrada vendo e solfejando seus frevos. Foi ele que fez a partitura (a mão) do nosso bloco e nos deu a honra de tê-la gravada no seu primeiro CD, CD este que nos deu muito trabalho pra ser gravado, fiz o primeiro projeto e com ele demos muitas andadas na prefeitura e que felizmente conseguimos gravar e tivemos alguns frevos gravados nele e o maestro dedicou o CD ao nosso bloco, isto nos honrou muito. MAESTRO NUNES, PRESENTE!

> Gilson Silva 
    Produtor Cultural
    Compositor e poeta

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Não entendo a inércia desse povo


Não entendo a inércia desse povo
Por Gilson Silva

        Não entendo como as pessoas ficam inertes diante dos últimos acontecimento no país, será que elas vivem em outra demissão, ocupando um espaço surrealista, por demais fictício, pisando em terras novelescas, eu diria: global? Pessoas como essas são arrastadas das ruas por forças eclesiásticas que dão sustentação a ele (governo), e outras são levadas pela "industria da bola", pela a industria dos bits e do entretenimento via cilindro de vidro monopolizado por um grupo capitalistas a serviço do desserviço mental coletivo, não digo todos, mas boa parte. Esse pessoal não viu a manifestante frágil, desarmada perder a visão, ao menos se visse o cascudo dado pelo PM em um jovem desprovido de sorte diante da multidão que o oxigenava na praça pública seria bom, mas não, não se compadece com o ardido dos olhos do povo causado pelo lacrimogêneo das forças repressoras com suas fardas medievais e balas de borrachas que aqui e acolá segam manifestantes. Prefere ficar fazendo selfies com caras e picos entre amigos de birita ou de igreja para postarem nas redes sociais. Eles não postam bandeiras vermelhas dando o Norte à luta, um cartaz sequer de cartolina com dizeres contundentes contra o governo, uma faixa com letras garrafas dizendo os motivos da indignação popular. Não! Isso não. O pastor não gosta, não é coisa degustável aos olhos dos seus assemelhados mentais, se eu morresse com mil anos, mil anos não os entendiam. Essa gente, infelizmente é o contrapeso que eleva a "moral" dos imorais, é a seiva pura que alimenta esse sistema de ética carcomida.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Levino Ferreira, o Mestre Vivo


 Em 2 de dezembro de 1890 nascia: LEVINO FERREIRA:
O Maestro Levino Ferreira da Silva nasceu no dia 2 de dezembro de 1890, numa modesta casa da antiga Rua da Lama, na cidade de Bom Jardim - terra dos Pau darcos, berço natal de grandes musicistas - em Pernambuco.

Era filho de João Ferreira da Silva e de Maria Bemvinda do Amor Divino.
Começou a estudar música muito cedo e aos 10 anos de idade o povo já o admirava porque já compunha. 

O primeiro instrumento que aprendeu a tocar foi a Trompa, na Banda do maestro Tadeu Ferreira.
Estudou com os professores José Ferreira de Souza Sedícias, Ascendino da Mota Silveira, Cazuza Ferreira e Pompeu Ferreira.
Em todo seu aprendizado só fora preciso receber 80 aulas, daí por diante ele aprendeu sozinho.
Aprendeu a tocar todos os instrumentos de uma banda, tomando o lugar de qualquer músico que faltasse aos ensaios ou às apresentações em público. 

Em 1912, o Mestre Vivo - apelido pelo qual era conhecido por ter sido considerado morto quando contava 12 meses de idade - era diretor e regente da Banda Musical 22 de Setembro.
Exerceu as funções de Maestro nas cidades de Bom Jardim, João Alfredo, Salgadinho, Limoeiro e na antiga Queimadas, viajando a cavalo. 

Aos 36 anos de idade, Levino Ferreira casou-se com a senhorita Almerinda Amélia da Silva, de 21 anos, na Igreja de João Alfredo, no ano de 1926, celebrado pelo padre João Pacífico.
Depois de casado só passou seis meses em Bom Jardim porque o General do Frevo, José Gonçalves Júnior - mestre Zumba - o levou para Limoeiro para reger a banda Independência.
Em Limoeiro, ele ministrou aulas de Piano, Violão, Bandolim e Violino; dentre os seus inúmeros alunos, citamos Carminha Negromonte, Dona Lia Mota, Lourdinha Heráclio, Geralda Magalhães, Antônio José de Oliveira (mestre Caramuru).

Ainda em Limoeiro, organizou orquestras de frevo e ensaiava de portas fechadas no local onde é hoje a gráfica do senhor Antônio Demétrio.
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